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domingo, 21 de dezembro de 2014

A supernova que poderia destruir o mundo

A Supernova que podia (mas provavelmente não vai) destruir a Terra

por DN.pt19 dezembro 20143 comentários
Uma supernova acontece quando as estrelas morrem e explodem, como aconteceu com a SN 2006gy, observada em 2007.
Uma supernova acontece quando as estrelas morrem e explodem, como aconteceu com a SN 2006gy, observada em 2007.Fotografia © DR

O sistema Eta Carinae vai explodir, ou pode até já ter explodido, a 7500 anos-luz da Terra, mas a Scientific American desacredita os alarmistas que dizem que vai destruir o nosso planeta.

O sistema Eta Carinae, que se pensa tratar-se de duas estrelas muito perto uma da outra, está prestes a chegar ao fim da sua vida, o que significa que poderá entrar em supernova (explodir e largar até 90% da sua massa) a qualquer momento no próximo milhão de anos. Alguns afirmam que quando Eta Carinae entrar em supernova, a vida na Terra vai ser destruída, alegações que a revista Scientific American veio desmentir.
Na coluna regular Fact or Fiction? (facto ou ficção) da Scientific American, Lee Billings optou, desta vez, por falar da supernova de Eta Carinae, que descreve como "um barril de pólvora supermassivo que está a chegar ao fim do rastilho". Eta Carinae, cerca de cem vezes maior do que o Sol, poderá até já ter explodido, mas a luz da supernova ainda não ter chegado até nós.Quando explodir, é possível que, como acontece com outras estrelas supermassivas que entram em supernova, liberte dois feixes de radiação gama dos seus pólos. Trata-se de "uma das explosões mais brilhantes do Universo", destaca Billings.

Em teoria, se um destes feixes atingisse a Terra e fosse muito poderoso, as consequências seriam devastadoras. Billings explica que a radiação gama ia causar chuvas de partículas radioativas, destruir a camada de ozono, causar supertempestades e destruir a maior parte da vida na Terra.
"No rescaldo, céus escurecidos e cheios de fuligem libertariam torrentes de chuva ácida, que só parariam para banhar a superfície com radiação ultravioleta", continua a peça da Scientific American.

No entanto, o consenso científico é que este cenário apocalíptico não vai acontecer. O mais provável é que Eta Carinae nem sequer produza este feixe de radiação gama. Mesmo que isso aconteça, a Terra não estaria no seu caminho. E se por algum acaso o planeta fosse atingido pela radiação, o feixe estaria tão atenuado após os 7500 anos-luz de viagem que não teria grandes efeitos na biosfera.
No entanto, muitos mistérios rodeiam ainda Eta Carinae, que o astrofísico Stan Woosley, da Universidade da Califórnia, qualifica como o "maior embaraço" da comunidade científica nesta área. Sabe-se muito pouco sobre o sistema, e há muitas variáveis que afetam como esta poderá evoluir.
"Ninguém sabe o que se passa lá", conta Woosley à Scientific American. "Podia morrer amanhã ou daqui a muito tempo."

sábado, 24 de julho de 2010

não ganha tanto como o CR7, mas...


Estudo de estrelas
e exoplanetas dá prémio
a astrónomo português

Nuno Cardoso Santos distinguido com galardão internacional «Viktor Ambartsumian»

2010-07-23

e exoplanetas dá prémio
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Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto
Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto
O astrónomo Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, é um dos vencedores da primeira edição do Viktor Ambartsumian. O prémio de 500 mil dólares será partilhado com os seus colegas Michel Mayor (Observatório de Genebra) e Garik Israelian (Instituto de Astrofísica das Canárias).

Os três investigadores foram galardoados pelo seu trabalho no estudo das estrelas que têm planetas em órbita. Estas dão indicações essenciais sobre os processos de formação planetária.


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