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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Algas produzem combustível para aviões!!!!


Microalgas, as fábricas dos sete ofícios que um dia poderão pôr aviões a voar

05.06.2011
Nicolau Ferreira

Há líquido verde a borbulhar no Lumiar (Lisboa) há mais de 30 anos. A tentativa de produzir combustível a partir de microalgas teve início no final da década de 1970 devido à crise do petróleo. Mas quando Alberto Reis e Luísa Gouveia chegaram ao centro de investigação que é hoje o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), em 1986 e 1987, respectivamente, já se tinham feito várias experiências com a microalga Botryococcus brauniipara alcançar o esperado, sem sucesso.

"O preço para a produção era muito elevado em relação ao combustível fóssil", diz ao PÚBLICO Alberto Reis, doutorado em Engenharia Química. Nessa altura, o rumo da investigação curvou e foi dar à química fina. Descobriu-se que, no interior celular de cada microalga, existe uma fábrica de vitaminas, pigmentos, antioxidantes, suplementos nutritivos, antibacterianos, anticancerígenos, etc. Produtos que fazem valer o quilo de alga 250 euros, num mercado que alcança as 5000 toneladas.

O desenvolvimento deste campo pode ser positivo, num contexto económico e ambiental mais duro do que o de há 40 anos. "Temos consciência que os biocombustíveis só serão rentáveis, quando retirarmos proveito dos outros produtos", disse Reis. A ideia é extrair da mesma alga vários compostos que têm uma cotação de mercado cara e pagam a extracção do óleo para produzir combustível.

Mar de algas

Recentemente, a Associação Portuguesa de Transporte e Trabalho Aéreo (APTTA) e o LNEG fizeram uma parceria para a produção e utilização de biocombustível para aviões, a partir de microalgas. "Há um estudo de holandeses que diz que, para os combustíveis fósseis utilizados nos transportes serem totalmente substituídos na Europa, Portugal teria que ser um mar de algas", diz Luísa Gouveia, doutorada em Biotecnologia.

A associação pode proporcionar o conhecimento da realidade aérea e possibilitará o teste do combustível em motores de avião, que têm de suportar condições específicas dos voos, como temperaturas muito inferiores às das viagens de automóvel.

Na Unidade de Bioenergia do LNEG, procuram-se as melhores condições para o crescimento e o rendimento das microalgas, que fazem fotossíntese como as plantas, mas só se vêem ao microscópio.

O laboratório tem 15 tipos diferentes destas algas. Numa salinha iluminada com luz artificial vêem-se soluções laranjas, castanhas, verdes, dentro de plásticos grandes, cilindros de vidro ou garrafões de água. As algas só precisam de água, uma fonte de luz, nutrientes e dióxido de carbono. Mas é preciso mexer em todas estas condições para conseguir optimizar a produção de qualquer substância.

No caso de óleo para biocombustível, para se fazer um litro de combustível por dia é necessário uma cultura de 160 metros quadrados de microalgas, dizem os investigadores. Ao contrário de outros combustíveis de origem orgânica, como o óleo de palma ou a cana de açúcar, as microalgas não competem por terra arável.

Além disso, os cientistas submeteram-nas a uma atmosfera com uma concentração de CO2 500 vezes superior à da atmosfera terrestre. Este gás é um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas devido à sua libertação durante o consumo de combustíveis fósseis, que atingiu novo recorde em 2010. No laboratório, as microalgas sobreviveram à atmosfera concentrada e consumiram o gás durante a fotossíntese. A partir da experiência, os investigadores defendem que elas poderão ser utilizadas para despoluir o fumo das fábricas, rico em CO2, e noutras situações. "A ETAR de Alcochete está a um passo de tratar efluentes com microalgas", diz Gouveia.

Nem Alberto Reis nem Luísa Gouveia defendem que o futuro passe por uma só fonte de combustível alternativo. Mas dentro de cinco a dez anos, os investigadores esperam testar os primeiros voos com combustível feito a partir de microalgas.

http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1497593

quarta-feira, 23 de março de 2011

quarta-feira, 31 de março de 2010

Sapos podem ajudar a prevenir sismos

Sapos podem ajudar a prever sismos
Margarida Vaqueiro Lopes
31/03/10 17:40



O estudo foi feito por investigadores da 'Open University'.


Estudo sugere que os sapos podem ser os melhores amigos do Homem na previsão de sismos com alguns dias de antecedência.

Quando no dia 6 de Abril de 2009 um sismo de 6.3 na escala de Richter atingiu a Itália, houve uma pequena colónia de animais que garantiu a sua segurança dias antes.

Um grupo de sapos, que estava na altura num lugar de reprodução, abandonou a 'casa' e fugiu para destino desconhecido.

Os animais só regressariam no dia a seguir ao terramoto e em número mais reduzido. Na altura, um grupo de cientistas britânicos estava a monitorizar a colónia e não entendeu o êxodo.

Agora, novas experiências apontam para a possibilidade de estes animais sentirem os sinais pré-sismo, como pequenos abalos não perceptíveis ao Homem e libertação de gases do solo.

"Um dia depois do sismo, todos os animais começaram a voltar", referiu a autora principal do estudo, Rachel Grant ." O número [dos que voltaram] era abaixo do normal e manteve-se assim até à última réplica", concluiu.

Há já inúmeros estudos sobre a possibilidade de o comportamento dos animais ajudar a prever tremores de terra, mas continua a ser difícil provar a causalidade da situação.

segunda-feira, 1 de março de 2010

3 belíssimos animais à beira da extinção

A seguir mostram-se três espécies de macacos à beira da extinção, referindo-se o número de indivíduos restantes e o sítio onde ainda se encontram, de acordo com o IUCN (http://www.iucn.org/?4753/Worlds-most-endangered-primates-revealed)

Nomascus nasutus: 110 indivíduos no Vietname


Trachypithecus p. poliocephalus: 60 a 70 indivíduos no Vietname
Quase metade (48%) das 634 espécies de primatas estão ameçadas de extinção e constam da Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da IUCN. As principais ameaças são a destruição do habitat por abate ou queimada de floresta tropical, que resulta na liberta de 16% das emissões de gases de efeito de estufa, a caça para alimentação humana e o comércio ilegal de animais selvagens.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sabia que Espanha e Portugal continental possuem mais de 50% da biodiversidade Europeia?

Mas uma parte desta biodiversidade encontra-se, actualmente, ameaçada pelas alterações climáticas e por modificações nos seus habitats. Será possível antecipar e mitigar estes impactos?

Iberia Change é um projecto, de grande escala, desenvolvido pelos governos de Portugal e Espanha (a parte Portuguesa é financiada pela EDP) e foi concebido para investigar os possíveis impactes das alterações climáticas sobre a biodiversidade Ibérica nos próximos 100 anos. Este projecto constitui a primeira iniciativa de carácter transnacional para implementar iniciativas comuns que ajudem a mitigar os impactos associados às alterações climáticas na biodiversidade.

publicado em http://bioterra.blogspot.com/

sábado, 27 de fevereiro de 2010

95% dos tigres desapareceram no séc XX!!!

No século anterior desapareceram 95% dos tigres e três das nove espécies existentes extinguiram-se!

A propósito do Ano Mundia da Biodiversidade, deixamos aqui um artigo do jornal Público sobre um dos géneros mais ameaçado do mundo.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Concurso para jovens: diários de biodiversidade

Universidade de Coimbra desafia jovens a criarem “Diários da Biodiversidade”
11.02.2010
Helena Geraldes

O Museu de Ciência da Universidade de Coimbra acaba de lançar o concurso “Diários da Biodiversidade”, de Fevereiro a Dezembro, e desafia os “pequenos cientistas portugueses” a juntarem num diário toda a informação sobre os animais, plantas e fungos que os rodeiam.

É ver a natureza “debaixo da lupa”. Com este concurso, lançado no Ano Internacional da Biodiversidade, o Museu de Ciência da Universidade de Coimbra (UC) pretende “alertar os mais jovens para a importância da conservação da natureza” e promover um contacto directo com a biodiversidade, explica em comunicado.

Podem participar jovens até aos 18 anos, em equipas de dois a cinco elementos. O desafio é “observar a natureza durante um período alargado de tempo, que pode ir de um mês a quase um ano, e elaborar um diário com as características mais importantes dos seres vivos que descobriram”, através de textos, ilustrações, fotos e outros meios.

A supervisão de um adulto é obrigatória, sendo ele professor, encarregado de educação ou membro da família.

"Como o projecto se desenvolve até ao final de 2010, existe a possibilidade de se observarem as alterações da natureza relacionadas com as várias estações do ano", frisa Carlota Simões, da direcção do Museu da Ciência.

Os trabalhos deverão ser enviados para o Museu da Ciência da UC até ao final do ano.

"A biodiversidade está em perigo, o equilíbrio ecológico da Terra está em perigo, logo a humanidade está em perigo", lembra Carlota Simões. "É preciso travar a exploração de recursos naturais e controlar os efeitos da poluição ambiental, mas urge também reduzir de forma significativa a taxa de perda da biodiversidade", sublinha a responsável do Museu.

Além dos “Diários da Biodiversidade”, o Museu da Ciência da UC tem em curso outro projecto no âmbito do Ano Internacional da Biodiversidade: “Os Bichos” é uma iniciativa, apresentada no início do ano, que consiste na “recolha de histórias tradicionais relacionadas com zoologia, mas também na identificação de conhecimentos empíricos de pesca, pastorícia, pecuária, que possam ter sido usados - ou ainda sejam usados - por pescadores, pastores ou produtores de gado nos seus diversos ofícios”.

Regulamento em:

http://www.museudaciencia.org/gfx//bd/100209112807_Diarios_da_Biodiversidade_Regulamento.pdf

Endereço oficial do ano internacional da biodiversidade:

http://www.cbd.int/2010/welcome/