Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto
O astrónomo Nuno Cardoso Santos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto, é um dos vencedores da primeira edição do Viktor Ambartsumian. O prémio de 500 mil dólares será partilhado com os seus colegas Michel Mayor (Observatório de Genebra) e Garik Israelian (Instituto de Astrofísica das Canárias).
Os três investigadores foram galardoados pelo seu trabalho no estudo das estrelas que têm planetas em órbita. Estas dão indicações essenciais sobre os processos de formação planetária.
Mais uma vez se prova que Portugal não se resume à selecção portuguesa de futebol no que toca à excelência e capacidade de competir.
Aqui temos um exemplo de um grupo de jovens "tugas" capazes de mostrar ao Mundo o génio português na área tecnológica, num tempo em que o desenvolvimento económico tem por base uma vertiginosa evolução nesta área. Um gadget hoje produzido encontra-se obsoleto num prazo de dois ou três anos.
O nosso país não trata bem os seus melhores cérebros e não cria grandes condições para que queiram ficar cá ou, pelo menos, voltar um dia e dar um contributo para o desenvolvimento nacional. José Saramago, recentemente falecido, viveu-o na primeira pessoa quando um livro seu foi proibido pelo Governo português de ir a um concurso literário, o que ocasionou a sua ida para Espanha, numa espécie de auto-exílio.
Esperemos que os presentes na fotografia em baixo sejam excepção e que fiquem ou voltem para bem da economia portuguesa e do futuro de Portugal.
Campeões portugueses no ROBOCUP Júnior 2010
Equipas de Coimbra sagraram-se vencedoras nas categorias de «Busca e Salvamento» e «Dança»
2010-06-25
Equipas de Coimbra arrecadaram dois galardões (clique para aumentar)
Portugal destacou-se no RoboCup Júnior 2010 - Campeonato do Mundo de Róbotica, que termina hoje, em Singapura, tendo arrecadado dois galardões nesta competição.
As equipas JESS.isr.uc.pt e RescueB.deec.uc.pt, compostas por alunos da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) e por alunos de escolas secundárias da região, sagraram-se campeãs do mundo nas modalidades de Rescue B e Dance.
Transcrevemos a seguir um artigo de 4/11/2009, retirado do Público, sobre a cientista portuguesa Mónica Bettencourt Dias, considerada entre os mais prometedores jovens cientistas do mundo.
A investigadora, que dirige o Laboratório de Regulação do Ciclo Celular do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), foi um dos 17 seleccionados neste programa da EMBO, entre 123 candidaturas. Os cientistas distinguidos são de nove países diferentes, com uma média de idades de 36 anos.
Criado há sete anos, o programa destina-se a identificar os mais prometedores e criativos jovens cientistas europeus, aos quais é facultada ajuda académica, prática e financeira para os anos cruciais das suas carreiras.
Contactada pela Lusa, Mónica Bettencourt Dias congratulou-se com a distinção, tanto pelo que significa de reconhecimento do seu trabalho, como pelas portas que lhe abre. “Acho importante porque reconhece e dá visibilidade internacional à Ciência que se faz em Portugal, que está a crescer, e isso atrai mais colaborações e mais financiamentos”, disse a investigadora.
Por outro lado, para Mónica Bettencourt Dias “o prémio facilita uma rede de contactos, de pessoas e de utilizações de instituições e de equipamentos a que não teria acesso de outra maneira, o que representa uma grande vantagem para o meu laboratório”.
A distinção da EMBO implica a atribuição de 15 mil euros anuais durante quatro anos pelo país-membro da EMBO onde se encontra o laboratório do investigador, neste caso através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia.
O trabalho que desenvolve desde 2006 no IGC incide nos mecanismos de divisão celular e já mereceu a Mónica Bettencourt Dias, no ano passado, uma “Bolsa de Instalação” da EMBO para estudar a formação do centrosoma, uma estrutura das células que ajuda a regular a sua multiplicação e cuja compreensão pode abrir caminho a novos marcadores de diagnóstico e prognóstico em casos de cancro, bem como a novos alvos terapêuticos.
Mónica Bettencourt Dias é licenciada em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e regressou em 2006 de Inglaterra, onde se doutorou em Biologia Celular no University College of London.