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quarta-feira, 31 de março de 2010

Sapos podem ajudar a prevenir sismos

Sapos podem ajudar a prever sismos
Margarida Vaqueiro Lopes
31/03/10 17:40



O estudo foi feito por investigadores da 'Open University'.


Estudo sugere que os sapos podem ser os melhores amigos do Homem na previsão de sismos com alguns dias de antecedência.

Quando no dia 6 de Abril de 2009 um sismo de 6.3 na escala de Richter atingiu a Itália, houve uma pequena colónia de animais que garantiu a sua segurança dias antes.

Um grupo de sapos, que estava na altura num lugar de reprodução, abandonou a 'casa' e fugiu para destino desconhecido.

Os animais só regressariam no dia a seguir ao terramoto e em número mais reduzido. Na altura, um grupo de cientistas britânicos estava a monitorizar a colónia e não entendeu o êxodo.

Agora, novas experiências apontam para a possibilidade de estes animais sentirem os sinais pré-sismo, como pequenos abalos não perceptíveis ao Homem e libertação de gases do solo.

"Um dia depois do sismo, todos os animais começaram a voltar", referiu a autora principal do estudo, Rachel Grant ." O número [dos que voltaram] era abaixo do normal e manteve-se assim até à última réplica", concluiu.

Há já inúmeros estudos sobre a possibilidade de o comportamento dos animais ajudar a prever tremores de terra, mas continua a ser difícil provar a causalidade da situação.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Haiti: será que aprenderemos a lição?

Será que estamos preparados?

E o que será do deficit e do PIB e da competitividade e da dívida pública se uma coisa destas acontecer? Ah, e ainda o pormenorzinho dos 40000 a 50000 mortos estimados... Como explicaremos a nossa incúria de décadas, a nossa complacência perante a corrupção que permitiu tudo isto, às crianças e jovens mutiladas, orfãs e com o futuro comprometido? Será que contamos com a santa madre união europeia para pagar a factura?

É estranho que uma omissão destas não seja mais vezes notícia.

A seguir apresenta-se uma carta de perigosidade sísmica em Portugal, retirada de
http://www.alentejolitoral.pt/Downloads/Ambiente/Riscos%20Sísmicos/Riscos%20sísmicos%20em%20Portugal.pdf



quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Com sismos fortes Portugal não tem casas que aguentem

Fiscalização não garante reforço anti-sísmico
in Público, 19.04.2009, Luísa Pinto

À pergunta se estará Portugal preparado para responder a um sismo, Mário Lopes, secretário da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica (SPES), anda há mais de sete anos a dar a mesma resposta: não!

O responsável da SPES, que é também investigador e docente na área de Engenharia Sísmica no Instituto Superior Técnico (IST), tem muitos níveis de preocupações(…) O segundo nível de preocupação reside na possibilidade de a actual lei não estar a ser cumprida: "Impera a lei da selva, em que cada um pode fazer o que quer", acusa o especialista em sismos. A lei existe, mas ninguém verifica: nas câmaras, basta a assinatura do engenheiro civil que assina um termo de responsabilidade em conjunto com o projecto de estruturas. "Quando houver um sismo é que vamos saber se a lei foi cumprida e se os edifícios foram reforçados ou não", ironiza.

Adaptado de http://www.adurbem.pt/index.php?option=com_content&task=view&id=456&Itemid=208


Eis as palavras do magistrado Salpico, fundador do Observatório para a Segurança de Cidades e Estradas, organismo não governamental constituído por vários procuradores, magistrados, engenheiros civis e engenheiros sísmicos em representação da Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica (SPES):

«Infelizmente as construções anti-sísmicas em Portugal estão ao nível de um país do terceiro mundo. Se acontecer uma catástrofe não temos casas que aguentem. É urgente que se tomem medidas. Temos uma responsabilidade com a geração seguinte. Depois de 1755 foram tomadas precauções que se perderam ao longo dos tempos.”
“A questão sísmica é muito simples de explicar. Podemos ter um terramoto com 40 ou 50 mil mortos e a destruição do parque industrial português ou podemos ter um sismo com poucos feridos e sem qualquer abalo na economia.
As autoridades camarárias, nomeadamente, a Câmara Municipal de Lisboa, têm já planos de emergência em caso de abalo sísmico, isto é, soluções para a coordenação das autoridades, mas na maioria dos casos, apenas para depois da catástrofe e dependendo da dimensão.

Texto adaptado de: http://diario.iol.pt/noticia.html?id=479932&div_id=4071


“Construção da segunda fase do betão armado (posterior a 1970)
(dispersa por Lisboa e dominando as novas zonas de expansão que ocupam as últimas áreas livres da cidade):
- Há um número crescente de edifícios fundados por estacas, pois os terrenos disponibilizados para construção na cidade são cada vez piores do ponto de vista das suas características geotécnicas.
- A qualidade dos projectos licenciados pela Câmara Municipal de Lisboa tem sido, em geral, muito baixa, embora a partir da década de 90 se assista a uma melhoria associável ao desenvolvimento de empreendimentos de grande dimensão.
- Constatam-se numerosas diferenças entre as estruturas executadas e as que tinham sido licenciadas, a par de deficiências acentuadas na qualidade dos betões e das armaduras utilizadas, devido à ausência de fiscalização adequada e de um sistema eficaz de garantia da qualidade dos projectos (verificação e certificação).

* Segundo a Sociedade Portuguesa de Engenharia Sísmica (SPES)”

Adaptado de http://www.casamais.info/fragilidade-sismica.html