Sexta-feira, 2 de Dezembro de 2011
Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
Segunda-feira, 4 de Julho de 2011
Homem elástico

O recorde lhe foi concedido em Los Angeles, Califórnia, EUA, em 29 de outubro de 1999. Sua pele é tão elástica que ele é capaz de puxar a pele de seu pescoço para tampar completamente seu maxilar inferior.
A pele de todo mundo é um pouco elástica, mas a de Gary Turner não é exatamente normal. Ele é capaz de esticar a pele dessa forma por causa de uma rara condição médica, chamada síndrome de Ehlers-Danlos (ou cútis elástica).
A doença do tecido conjuntivo afeta a pele, ligamentos e órgãos internos. Em pessoas com a síndrome, o colágeno, que fortalece a pele e determina a sua elasticidade, se torna deficiente, resultando em um afrouxamento da pele e hipermobilidade das articulações.
Confira algumas de suas proezas aqui.[LifesLittleMysteries]
http://hypescience.com/homem-elastico-conheca-o-cara-com-a-pele-que-mais-estica-no-mundo/
Quarta-feira, 29 de Junho de 2011
21.09.2010
Clara Barata
O debate público de hoje promovido pela FDA é o passo que se segue na avaliação do peixe geneticamente modificado desenvolvido por uma empresa do Massachusetts.
Filetes de salmão transgénico para o jantar, talvez com suave molho de pesto por cima? Ora, vá lá, não se vai notar nada, tem três cadeias de ADN em vez das duas normais, mas o sabor é igualzinho, a carne é rosada como o salmão tradicional e até deve ter custado menos - afinal, cresce duas vezes mais rápido do que os peixes que não têm genes alterados para terem características comercialmente mais interessantes.
A Food and Drug Administration (FDA), a agência norte-americana que regula o mercado dos alimentos e dos medicamentos, promove hoje um debate público sobre o salmão AquAdvantage - o primeiro animal com genes de outro, introduzidos pelo engenho científico do homem que parece ter reais possibilidades de em breve chegar aos nossos pratos.
Trata-se de um salmão do Atlântico com um gene de uma espécie do Pacífico, o salmão-rei, aquele que comanda a produção do factor de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), uma proteína que regula o crescimento das células musculares. Outro gene alheio à sua espécie foi colhido pelos cientistas ao peixe-carneiro-americano, e promove a actividade do gene IGF-1, para que os peixes cresçam durante todo o ano, e não apenas durante uma época determinada. O resultado é um salmão que pesa um quilo em apenas 18 a 24 meses, em vez dos três anos normais.
A Aqua Bounty, a empresa do Massachussets proprietária do salmão AquAdvantage, garante que todos os peixes que chegariam ao mercado seriam fêmeas - para reduzir ao máximo o risco de se reproduzirem - e estéreis: é esse o motivo pelo qual as suas células têm três cópias das cadeias de ADN, em vez das duas habituais. Para fazer com que fiquem com este número anormal de cromossomas, os ovos são submetidos a altas pressões.
Problemas ambientais
O Centro de Medicina Veterinária da FDA já emitiu um relatório favorável sobre o salmão transgénico produzido pela empresa do Massachusetts ao longo dos últimos 14 anos, apesar das críticas que continuam a fazer-se ouvir, por parte de cientistas, ambientalistas e organizações de consumidores. Mas está-se a apostar na aprovação, em breve, da comercialização deste salmão modificado.
A ter licença para entrar no mercado, as maiores preocupações que o salmão AquAdvantage suscita nem são propriamente acerca do perigo que representa a sua carne, apesar da IGF-1, que é uma proteína normalmente existente no nosso organismo, ser suspeita de envolvimento em alguns cancros. É que, tal como a insulina, quando ingerida, é digerida pelos ácidos do estômago.
Mas os possíveis problemas ambientais causados pelo salmão com genes modificados - se alguns escaparem para o ambiente natural e conseguirem cruzar-se com animais normais, não transgénicos - são imprevisíveis, embora se possam imaginar algumas consequências bastante trágicas. Por exemplo, a extinção de espécies selvagens de salmão, se os híbridos tiverem alguma vantagem reprodutiva, ou tornarem-se uma espécie exótica que expulsa outra do seu habitat.
A empresa do Massachusetts tem dois centros de produção: os ovos de salmão são criados no Canadá e daí viajam para o Panamá, onde são criados em viveiros longe do mar, e de outros cursos de água - uma medida de segurança para evitar que fujam para a natureza. Mas, se a Aqua Bounty começar a comercializar o seu salmão, e se tiver de facto sucesso, começará a vender também os seus ovos de salmão para outras companhias - norte-americanas, porque a autorização da FDA vale apenas para os Estados Unidos - e não poderá garantir que todas criarão os peixes com as mesmas cautelas.
Não há pedidos de autorização para comercializar animais transgénicos como alimentos na União Europeia, adianta a revista Nature, e a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar está ainda a elaborar regulamentos nesse sentido.
Outras experiências
Muitos olhos estão focados neste momento no salmão transgénico, porque este deve ser o primeiro a chegar ao mercado.
Mas há vários outros animais que são normalmente usados na nossa alimentação que estão a ser alvo da atenção dos cientistas para serem tornados mais interessantes comercialmente - com a ajuda de um gene ou outro.
Há por exemplo o Enviropig, desenvolvido pela Universidade de Guelph, no Canadá - que também já foi submetido para aprovação à FDA - que consegue absorver melhor o fósforo da sua alimentação e, por isso, produz estrume com menos quantidade deste elemento químico, que ao chegar aos cursos de água potencia o desenvolvimento de algas e bactérias.
Uma empresa norte-americana está a tentar desenvolver vacas transgénicas resistentes à doença das vacas loucas e vários cientistas, em várias partes do mundo, estão a criar várias outras espécies de peixes transgénicos. Peixe-gato, carpa e truta são alguns dos exemplos.
Quinta-feira, 23 de Junho de 2011
Velhos são os trapos
Obrigado, micróbio: bactérias que vivem em árvores antigas ajudam florestas a crescer
Por Natasha Romanzoti em 7.06.2011 as 16:49
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Árvores antigas podem ser muito importantes para ajudar a crescer florestas: segundo uma nova pesquisa, bactérias que vivem no musgo de galhos de árvores velhas são duas vezes mais eficazes em “fixar” nitrogênio do que as que vivem no chão.
Os resultados mostram a importância de conservar as árvores grandes e velhas das florestas. Segundo biólogos, a interação entre essas árvores centenárias, musgos e cianobactérias é o que contribui para a dinâmica de nutrientes de uma forma que pode realmente manter a produtividade dessas florestas a longo prazo.
Entenda a situação: três jogadores desempenham um papel nessa história; árvores centenárias de grande porte, musgos que crescem ao longo de seus ramos e um grupo de bactérias chamado cianobactérias, associadas com os musgos.
As cianobactérias retiram o nitrogênio da atmosfera e o tornam disponível para as plantas, um processo denominado “fixação biológica de nitrogênio”, que poucos organismos conseguem fazer. Cientistas acreditam que o crescimento e o desenvolvimento de muitas florestas é limitado pela disponibilidade de nitrogênio.
Recentemente, pesquisadores descobriram que cianobactérias em musgos no chão suprem florestas com nitrogênio. Através da coleta de musgos no chão de florestas e, em seguida, a 15 e 30 metros de altura nas florestas, o novo estudo foi capaz de mostrar que as cianobactérias são mais abundantes em musgos acima do solo, e que produzem o dobro de nitrogênio lá em cima.
As árvores antigas são uma peça fundamental nesse quebra-cabeça. Para continuar provendo as florestas com nitrogênio e florescendo seu crescimento, elas são necessárias. O musgo é o elemento crucial, mas a quantidade de nitrogênio produzida depende de árvores com musgos.
São necessárias árvores suficientemente grandes e velhas para começar a acumular musgo até que as cianobactérias se associem a esse musgo. Muitas árvores não começam a acumular musgo até ultrapassar 100 anos. Então, é realmente a densidade de grandes árvores antigas envoltas em musgo que são importantes para um povoamento florestal eficiente.[ScienceDaily]
Quarta-feira, 8 de Junho de 2011
Algas produzem combustível para aviões!!!!
Microalgas, as fábricas dos sete ofícios que um dia poderão pôr aviões a voar
05.06.2011
Nicolau Ferreira
Há líquido verde a borbulhar no Lumiar (Lisboa) há mais de 30 anos. A tentativa de produzir combustível a partir de microalgas teve início no final da década de 1970 devido à crise do petróleo. Mas quando Alberto Reis e Luísa Gouveia chegaram ao centro de investigação que é hoje o Laboratório Nacional de Energia e Geologia (LNEG), em 1986 e 1987, respectivamente, já se tinham feito várias experiências com a microalga Botryococcus brauniipara alcançar o esperado, sem sucesso.
"O preço para a produção era muito elevado em relação ao combustível fóssil", diz ao PÚBLICO Alberto Reis, doutorado em Engenharia Química. Nessa altura, o rumo da investigação curvou e foi dar à química fina. Descobriu-se que, no interior celular de cada microalga, existe uma fábrica de vitaminas, pigmentos, antioxidantes, suplementos nutritivos, antibacterianos, anticancerígenos, etc. Produtos que fazem valer o quilo de alga 250 euros, num mercado que alcança as 5000 toneladas.
O desenvolvimento deste campo pode ser positivo, num contexto económico e ambiental mais duro do que o de há 40 anos. "Temos consciência que os biocombustíveis só serão rentáveis, quando retirarmos proveito dos outros produtos", disse Reis. A ideia é extrair da mesma alga vários compostos que têm uma cotação de mercado cara e pagam a extracção do óleo para produzir combustível.
Mar de algas
Recentemente, a Associação Portuguesa de Transporte e Trabalho Aéreo (APTTA) e o LNEG fizeram uma parceria para a produção e utilização de biocombustível para aviões, a partir de microalgas. "Há um estudo de holandeses que diz que, para os combustíveis fósseis utilizados nos transportes serem totalmente substituídos na Europa, Portugal teria que ser um mar de algas", diz Luísa Gouveia, doutorada em Biotecnologia.
A associação pode proporcionar o conhecimento da realidade aérea e possibilitará o teste do combustível em motores de avião, que têm de suportar condições específicas dos voos, como temperaturas muito inferiores às das viagens de automóvel.
Na Unidade de Bioenergia do LNEG, procuram-se as melhores condições para o crescimento e o rendimento das microalgas, que fazem fotossíntese como as plantas, mas só se vêem ao microscópio.
O laboratório tem 15 tipos diferentes destas algas. Numa salinha iluminada com luz artificial vêem-se soluções laranjas, castanhas, verdes, dentro de plásticos grandes, cilindros de vidro ou garrafões de água. As algas só precisam de água, uma fonte de luz, nutrientes e dióxido de carbono. Mas é preciso mexer em todas estas condições para conseguir optimizar a produção de qualquer substância.
No caso de óleo para biocombustível, para se fazer um litro de combustível por dia é necessário uma cultura de 160 metros quadrados de microalgas, dizem os investigadores. Ao contrário de outros combustíveis de origem orgânica, como o óleo de palma ou a cana de açúcar, as microalgas não competem por terra arável.
Além disso, os cientistas submeteram-nas a uma atmosfera com uma concentração de CO2 500 vezes superior à da atmosfera terrestre. Este gás é um dos principais responsáveis pelas alterações climáticas devido à sua libertação durante o consumo de combustíveis fósseis, que atingiu novo recorde em 2010. No laboratório, as microalgas sobreviveram à atmosfera concentrada e consumiram o gás durante a fotossíntese. A partir da experiência, os investigadores defendem que elas poderão ser utilizadas para despoluir o fumo das fábricas, rico em CO2, e noutras situações. "A ETAR de Alcochete está a um passo de tratar efluentes com microalgas", diz Gouveia.
Nem Alberto Reis nem Luísa Gouveia defendem que o futuro passe por uma só fonte de combustível alternativo. Mas dentro de cinco a dez anos, os investigadores esperam testar os primeiros voos com combustível feito a partir de microalgas.