terça-feira, 24 de maio de 2011

café previne cancro da próstata

Café combate risco de cancro da próstata

Harvard realizou o maior estudo sobre efeito da bebida na prevenção da doença

2011-05-19
Investigadores pensam que cafeína não é a substância que evita o risco
Investigadores pensam que cafeína não é a substância que evita o risco
O café pode ser um forte aliado contra o risco de desenvolver cancro da próstata, revela um novo estudo realizado por investigadores da Harvard School of Public Health e publicado no "Journal of the National Cancer Institute".

Segundo este trabalho, homens que bebem seis ou mais chávenas de café por dia apresentaram um decréscimo de 60 por cento das hipóteses de desenvolverem um tipo extremamente letal de cancro da próstata e uma redução de 20 por cento no risco de sofrer qualquer tipo desta doença cancerígena, comparativamente a homens que não consomem a bebida.

Mesmo aqueles que bebem apenas entre uma e três chávenas diariamente beneficiam com uma queda de 30 por cento do risco de sofrer da forma mais letal da doença.
“Poucos estudos analisaram especificamente a relação entre o consumo de café e o risco de cancro da próstata letal, a forma mais violenta da doença, que é praticamente impossível de prevenir”, destacouLorelei Mucci, investigadora de Harvard e principal autora do trabalho, acrescentando que a presente investigação “é a maior, até hoje, a examinar se o café é capaz de reduzir o risco de cancro da próstata letal”.

De acordo com os cientistas, estes efeitos também foram verificados para o café descafeinado, o que os leva a crer que o benefício está associado às propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias do café e não à cafeína.

O estudo acompanhou quase 48 mil homens, que forneceram aos investigadores informações sobre os seus hábitos de consumo de café entre 1996 e 2008. Ao longo deste trabalho, mais de cinco mil deles desenvolveram cancro da próstata, incluindo 642 casos letais.

O cancro da próstata é a forma mais comum da doença diagnosticada anualmente entre os americanos e as estimativas indicam que um em cada seis homens terá este cancro ao longo da vida nos Estados Unidos. Os principais factores de risco são as dietas ricas em gordura, consumo excessivo de álcool e a exposição a produtos químicos, além da hereditariedade.

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